
Finalmente, o teste com o carro. Foi fácil instalar o suporte, fixado ao parabrisa por uma ventosa. Com o veículo em movimento, o sinal do gps é localizado rapidamente, menos de cinco minutos. O primeiro destino foi uma rua no miolo de boa viagem, escolhida no site do maplink. Desconhecia a rua, deixei-me levar pelo gps e lá cheguei, porém a mais de 200 metros do número da rua. Em posteriores experiências, percebi que ele nunca me leva exatamente em frente ao número da rua procurada. Há uma diferença de 200 a 500 metros. Ao chegar na rua, a procura passa a ser visual, pois o gps não é preciso. Ele te leva à rua pretendida, mas não ao endereço exato. Dá indicações de entrar em ruas que são contramão, ou retornos que não existem, devido à defasagem do mapa. Ao me inteirar sobre atualizações, a decepção: A atualização só do mapa custa 90 reais, e não há garantias que vá funcionar a contento. O upgrade para o novo software, destinator v.7, mais os mapas atualizados, custa 140 reais. Isto não me foi informado ao adquirir o produto. Eu poderia recorrer ao procon, mas não faço muita fé.
Como moro em Recife e só conheço bem o meu bairro, ele é útil em outros bairros que desconheço, com precisão razoável. Digo razoável pois quase sempre manda entrar pela contramão. É preciso ficar atento, não confiar cegamente no navegador. No último fim de semana visitei o morro da conceição, ponto turístico que nunca havia visitado, justamente por desconhecer o roteiro. Pesquisei no site da maplink uma rua próxima ao morro, pois o meu gps não dá localização de atrações turísticas, na sua seção de pontos de interesse. Ele me levou sem problemas, mas vi a placa de direção do morro e passei a ignorar o gps, pois a rua ficava em sentido contrário ao morro. Recorri ao velho lema "quem tem boca vai a Roma", e foi fácil chegar ao morro, pois já estava perto. De qualquer modo, o gps me deixou próximo do destino. Sem ele teria sido mais difícil. Outra utilidade do gps é possibilitar a fixação, na minha memória, do nome das ruas em volta do meu domicílio, detalhe que eu nunca havia prestado atenção. De tanto testá-lo nos quarteirões em volta, acabei memorizando as ruas próximas de onde moro, o que de certo modo me deixou mais integrado à vizinhança. Outro dia alguém me perguntou onde ficava tal rua, e fiquei feliz em orientá-lo corretamente, coisa que eu não teria conseguido se não fosse a memorização facilitada pelo GPS. Outra decepção é a visualização da tela em dias de sol forte, muito comum aqui em Recife, a tela fica ofuscada pela luz. Uma solução foi colar um papel em cima do gps, servindo de aba que cria uma sombra em cima da tela, permitindo enxergá-la. Descobri que colocar a tela no modo noturno torna-a mais visível, mas não resolve o problema. Em dias nublados, a visualização da tela é normal. É preciso tomar cuidado com o roteiro, pois ao examinar o roteiro do morro da conceição, do qual conheço a parte relativa ao meu bairro, estranhei o caminho, pois me orientava a pegar outra avenida, entrar por uma favela, e daí acessar a avenida que lhe dá acesso, fez uma espécie de desvio. É o roteiro curto. Existe o roteiro curto e o rápido, o curto é mais tortuoso, e o rápido pega grandes avenidas. Em cidades desconhecidas, escolha sempre o roteiro rápido, talvez vc. vá enfrentar algum engarrafamento, pois ele lhe levará a avenidas movimentadas, mas seguras. O roteiro curto é um atalho tortuoso e pode levar a bairros perigosos. Já imaginou no Rio de Janeiro? O gps não está programado para evitar áreas de risco de assaltos. Ele simplesmente dá o caminho mais curto, no modo roteiro curto. A foto é de 2004, estamos em 2008, é meramente ilustrativa do wanderer em movimento. Opa, foi um pleonasmo. Wanderer está quase sempre em movimento.

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