quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

decepções 1


 Finalmente, o teste com o carro.  Foi fácil instalar o suporte, fixado ao parabrisa por uma ventosa.  Com o veículo em movimento, o sinal do gps é localizado rapidamente, menos de cinco minutos.  O primeiro destino foi uma rua no miolo de boa viagem, escolhida no site do maplink.  Desconhecia a rua, deixei-me levar pelo gps e lá cheguei, porém a mais de 200 metros do número da rua.  Em posteriores experiências, percebi que ele nunca me leva  exatamente em frente ao número da rua procurada.   Há uma diferença de 200 a 500 metros.   Ao chegar na rua, a procura passa a ser visual, pois o gps não é preciso.    Ele te leva  à rua pretendida, mas não ao endereço exato.  Dá indicações de entrar em ruas que são contramão, ou retornos que não existem, devido à defasagem do mapa.   Ao me inteirar sobre atualizações, a decepção:  A atualização só do mapa custa 90 reais, e não há garantias que vá funcionar a contento.  O upgrade para o novo software, destinator v.7, mais os mapas atualizados, custa 140 reais.   Isto não me foi informado ao adquirir o produto.   Eu poderia recorrer ao procon, mas não faço muita fé. 
 Como moro em Recife e só conheço bem o meu bairro, ele é útil em outros bairros que desconheço, com precisão razoável.   Digo razoável pois quase sempre manda entrar pela contramão. É preciso ficar atento, não confiar cegamente no navegador.   No último fim de semana visitei o morro da conceição, ponto turístico que nunca havia visitado, justamente por desconhecer o roteiro.  Pesquisei no site da maplink uma rua próxima ao morro, pois o meu gps não dá localização de atrações turísticas, na sua seção de pontos de interesse.  Ele me levou sem problemas, mas vi a placa de direção do morro e passei a ignorar o gps, pois a rua ficava em sentido contrário ao morro.  Recorri ao velho lema "quem tem boca vai a Roma", e foi fácil chegar ao morro, pois já estava perto.  De qualquer modo, o gps me deixou próximo do destino.  Sem ele teria sido mais difícil.  Outra utilidade do gps é possibilitar a fixação, na minha memória, do nome das ruas em volta do meu domicílio, detalhe que eu nunca havia prestado atenção.   De tanto testá-lo nos quarteirões em volta, acabei memorizando as ruas próximas de onde moro, o que de certo modo me deixou mais integrado à vizinhança.   Outro dia alguém me perguntou onde ficava tal rua, e fiquei feliz em orientá-lo corretamente, coisa que eu não teria conseguido se não fosse a memorização facilitada pelo GPS.   Outra decepção é a visualização da tela em dias de sol forte, muito comum aqui em Recife, a tela fica ofuscada pela luz.  Uma solução foi colar um papel em cima do gps, servindo de aba que cria uma sombra em cima da tela, permitindo enxergá-la.  Descobri que colocar a tela no modo noturno torna-a mais visível, mas não resolve o problema.   Em dias nublados, a visualização da tela é normal.   É preciso tomar cuidado com o roteiro, pois ao examinar o roteiro do morro da conceição, do qual conheço a parte relativa ao meu bairro, estranhei o caminho, pois me orientava a pegar outra avenida, entrar por uma favela, e daí acessar a avenida que lhe dá acesso, fez uma espécie de desvio.  É o roteiro curto.   Existe o roteiro curto e o rápido, o curto é mais tortuoso, e o rápido pega grandes avenidas.  Em cidades desconhecidas, escolha sempre o roteiro rápido, talvez vc. vá enfrentar algum engarrafamento, pois ele lhe levará a avenidas movimentadas, mas seguras.   O roteiro curto é um atalho tortuoso e pode levar a bairros perigosos.  Já imaginou no Rio de Janeiro? O gps não está programado para evitar áreas de risco de assaltos.   Ele simplesmente dá o caminho mais curto, no modo roteiro curto.  A foto é de 2004, estamos em 2008, é meramente ilustrativa do wanderer em movimento. Opa, foi um pleonasmo.  Wanderer está quase sempre em movimento. 

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